Noite das Facas Longas

Capítulo XIV: O Incêndio do Reichstag

Berlim, 27 de fevereiro de 1933.

O Olho está aberto. Após lutas sangrentas e mortes, o Golem fora destruído e o ingrediente final para o feitiço fora completado. Se as lendas sobre o Olho estiverem corretas, a tensão social, o ódio e o medo coletivos devem se espalhar, primeiro, por toda a cidade de Berlim; impossível dizer o que acontecerá em seguida, porém. O Olho de Massada fora usado no passado em sociedades pequenas como as tribos judaicas sob ocupação romana ou as cidades-estados mesopotâmicas, e causara décadas de destruição e incontáveis mortes. Ninguém sabe qual será seu efeito em uma sociedade industrial de milhões, e a julgar pelo que fora dito por Julius Évola, novas tecnologias como o rádio provavelmente devem ampliar muito seu efeito.

A Resistência se recolhe em Grünewald. Toda a discussão sobre se o Golem devia ser terminado ou não, se deveria ser resgatado, se o Olho era real ou apenas uma lenda, ficara no passado. Aqueles com certa conexão mística com a realidade, como o Dr. Nichola, Béla e Selim, sentem em seus corações que o Olho é real e que seu terror começa a se espalhar por Berlim. Pragmáticos como Stultz, Dimitrov e a maior parte dos Garous estão preocupados demais com os Grandes Males para se importar com uma lenda, por enquanto. Independente da visão, a moral da Resistência após a noite passada está abalada. Béla Bártok está à beira da morte, e Selim inicia um ritual que transfere sua energia para o maestro. O Vazio parece melhorar sobrenaturalmente, enquanto Selim envelhece ainda mais, adormecendo pesadamente durante o processo.

Não há tempo para lamentar. Vigiando por dias o Reichstag berlinense, a Brigada Búlgara tem a confirmação: o Pólo Central da Sociedade em Berlim fica no prédio do congresso, e lá será a reunião que selará a aliança entre a organização nazista e o Príncipe de Berlim, Gustav Breidenstein, na noite seguinte. Visivelmente nervoso pelo que julga ser o grande dia da Resistência, o Professor Stultz convoca uma reunião em Grünewald com todos os garou do caern, e pela primeira vez é atendido. A clareira nas profundezas do bosque que abrigou a Resistência é lentamente ocupada por uma diversidade de homens e lobos. Nordeskald e Heinrich podem ser vistos, e até Frau Ana comparece, embora permaneça de pé. Alguns já foram vistos pelo caern antes: um grande lobo negro que parece acompanhar Ana, um homem de uns 50 anos com um olhar profundo e feições do Leste Europeu, muitos cliaths (Posto 1) de diferentes tribos.

Dimitrov, com sua farda verde-oliva e seu quepe russo, sobe em um tronco de árvore para discursar. Calmo como um verdadeiro general, explica a importância do ataque e menciona Joseph von Reissmann, banqueiro, financiador de Hitler e o posto mais alto da Sociedade abaixo do desconhecido grão-mestre. O búlgaro ressalta que a oportunidade única de pegar Reissmann e o Príncipe deveria mobilizar todos a ajudar no ataque. Os garou não parecem impressionados, discutindo ente si com desaprovação.

Stultz sobe e, diferente de Dimitrov, está suando nervosamente e visivelmente abalado. Para Bártok, sua presença suscita uma ressonância dinâmica e um forte traço de Paradoxo.
“Amigos de Grünewald. O Olho de Massada está aberto. Todos os habitantes de Berlim, homens e mulheres, velhos, crianças, todos sentirão seus efeitos cada vez mais. Eu esperava que o Golem ainda estivesse incompleto, mas meus temores se confirmaram. Infelizmente Sofia está desaparecida desde ontem por causa desta luta, e devemos honrá-la. Temos o dever de nos levantarmos contra a Sociedade de Thule e impedir que uma catástrofe de massas aconteça. Eu sei que o governo alemão, até agora, tem respeitado o território de Grünewald. Mas a Sociedade tem sua agenda própria, e é bem possível que esteja manipulando alguns dos seus. Não devemos confiar neles…”

O burburinho ficou alto a ponto de emudecer o professor hermético. “Esteja manipulando alguns dos seus” gerou protestos nervosos, e mais de um rosnado foi ouvido entre as vozes da plateia. Para os Fenris que ficaram no caern, especialmente, esse tipo de conversa facciosa lembrava muito os tempos sangrentos da luta de Nordeskald contra os anciões há uma década; exceto que eles jamais aceitariam a orientação de um gandwere, um mago. De forma curiosa, a presença de Nádia suscitava menos paixões do que a dos magos, especialmente o estourado Stultz, mas cada vez mais também Béla Bártok, por quem o nobre Selim teria tanto se sacrificado.

O próprio Anton Nordeskald então levantou sua voz como um trovão para quebrar o burburinho, rompendo um pacto de silêncio de 10 anos. “Eu ajudarei no que for preciso. Não tenho experiência em infiltrações desse tipo mas posso fortalecer o perímetro, criar confusão e atrasar os reforços”. Toda a Resistência aplaudiu. Bártok aproveitou a deixa e fez também um discurso de conclamação à batalha. A Sociedade de Thule não deixaria ninguém em paz enquanto estivesse com um poder tão grande nas mãos, e a verdade é que poucos ali tinham a exata noção do perigo que representava o Olho de Massada. Imersos em seu refúgio precário, a maioria dos garou não tinha a sensibilidade para sentir, como o Vazio sentia, a iminência de um desastre de proporções cataclísmicas. O maestro foi pouco aplaudido pelos garou, porém.

Vestida em seu poncho indígena, Frau Ana interrompeu os discursos para informar que Grünewald receberia, naquela noite, uma comitiva de Otto e sua matilha para tentar invocar novamente o avatar do Leão. A última noite de lua nova indicava o momento, e exclusivamente os garou deveriam participar do ritual. Ana agradeceu a Liam por ter reaproximado os grupos e pediu a todos que considerem o momento delicado para uma operação desse tipo.

A reunião dispersou em seguida, com garous discutindo estratégias diversas. A Resistência se reuniu e avaliou os planos para a infiltração do Reichstag.

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O Príncipe foi o primeiro a chegar, visivelmente irritado. Seu rosto deformado em uma careta secular foi reconhecido por Nádia, mas a de seu companheiro (a quem chamava de Wilhelm), não. Liam, Béla e Nádia tinham uma boa posição de visão pela saída de ventilação do andar superior. Chegaram ali, junto com o resto da Resistência, esgueirando-se pelos corredores do prédio sem levantar alarme, precedidos habilmente por Liam em sua forma felina. Sob instruções de Stultz, instalaram sob a mesa de reuniões o Selo de Artemísia, artefato hermético que canalizaria um poderoso efeito conjunto de Forças para dentro da sala, cozinhando todos seus habitantes vivos como em um forno. Dimitrov parecia particularmente contente com o efeito que isso teria sobre o Príncipe; Mika havia trocado o bom-humor habitual por uma expressão séria, e Sasha se resumia a trocar frases curtas em búlgaro com seu líder.

_“Você tem certeza que o maldito Giovanni não virá a reunião, Wilhelm?”

“Sim, senhor. Minhas fontes tem observado-o há noites.”

“Pois bem. Volte para casa e avise os mais próximos da reunião.”_

Wilhelm se retira, deixando o Príncipe sozinho até que, 30 minutos depois, um novo grupo chega: um homem careca de jaleco branco e óculos, um oficial militar com a insígnia da 6761 e Johann, o mesmo homem sério visto na casa de Julius Évola há noites atrás. Eles cumprimentam o Príncipe e se apresentam. O de jaleco chama-se Doutor Ernst Plosser, e o oficial, Tenente Lars. Em seguida um brilho forte de flash ilumina a sala, assustando o Príncipe Gustav. É Reissmann, vestido impecavelmente com um casaco de pele longo e uma cartola alta, aparentemente segurando um tipo de dispositivo de teleporte. Ele se apresenta e começa a falar sobre a Sociedade para o Príncipe:

“Príncipe Breidenstein, é uma honra encontrá-lo pessoalmente. Esta reunião, acredito, selará o alinhamento de interesses entre a Sociedade de Thule, da qual represento, e a Camarilla de Berlim. Nossa Sociedade foi fundada como uma organização de pesquisa por um grupo de cientistas chefiados pelo doutor Neumann. Seu objetivo era estudar uma terra mítica que existiria no centro da Terra, Thule, e como essa lenda aparece em diferentes culturas ao redor do globo. As primeiras descobertas de Neumann e seus colegas foram assombrosas. Primeiro eles identificaram uma rede global de templos dedicados a Thule, perfeitamente alinhados em grandes trilhas. Experimentos no templo revelaram grandes portais escondidos em suas paredes de pedra, e Thule mostrou-se ser muito mais do que uma lenda.

Em 1906 a Sociedade fez contato com uma entidade misteriosa, que passou a chamar de Grão-Mestre. Esta entidade dizia se originar de fora da Terra, e havia se refugiado nas profundezas do subsolo por motivos desconhecidos. Observador silencioso da humanidade através dos milênios, o Grão-Mestre prometeu um plano de melhoramento da espécie humana, completo e inescapável, que permitiria unificar Thule e a Terra em uma só sociedade brilhante. A separação dos reinos seria superada, e as espécies teriam um reino tecnológico da vontade para inaugurar e governar.

Como você sabe, eu trabalho com uma organização conhecida vulgarmente como o Sindicato, filiado à grande e milenar União Tecnocrática. Bem, nosso grupo é responsável por… administrar o consenso em torno da mais poderosa das mágikas sociais do nosso tempo: o dinheiro. A União havia se interessado nas descobertas iniciais da Sociedade, mas em 1912 se assustou com os resultados e decidiu retirar o apoio ao projeto. Neumann, o homem da Tecnocracia na Sociedade, se afastou e passou a pesquisa por conta própria. Temos indícios para crer que ele chegou a visitar Thule; o único a conseguir fisicamente ir para o reino. Foi então que eu entrei para a Sociedade, mobilizando secretamente os recursos do Sindicato. Consegui o dinheiro e o pessoal para construirmos um submarino, o Wosenhauten, que seria capaz de entrar em Thule através de um portal particularmente estável, mas após a derrota da Alemanha em 18, o Wosenhauten foi capturado pelos ingleses. Percebi que eu precisaríamos de uma estrutura de governo para continuarmos com as pesquisas, e foi aí que convidei Hitler para a Sociedade, embora ele tenha participado apenas das reuniões subalternas.

A Tecnocracia estava rachada em torno de dois projetos opostos para administração das massas: capitalismo e socialismo. A minha posição desde então, e até hoje, é que não há salvação em nenhum destes sistemas. Todas as projeções econômicas e demográficas indicam que o mundo entrará em guerra nos próximos 10 anos, e a Alemanha tem as condições perfeitas para que instalemos nosso plano. A Tecnocracia inglesa é decadente e a americana, corrupta. Os tecnocratas russos estão fazendo avanços, mas podemos oferecer algo melhor. Na verdade, a velha Tecnocracia já não mais nos serve. O conhecimento oferecido pelo Grão-Mestre é maior e mais poderoso do que qualquer modelo científico que eles podem criar. Haverá guerra e a Alemanha provavelmente irá perder; no entanto, quando isso acontecer já teremos conseguido mobilizar os recursos industriais que precisamos. Após a guerra, transferiremos nossa base para um país mais propício, como os Estados Unidos ou o Japão.

Para nos ajudar, o Grão-Mestre precisa de duas coisas: recursos para construir as instalações necessárias para o trânsito com Thule, e vidas humanas. Sim, sabemos que os vampiros não gostam de sacrificar seu gado, mas com a guerra diante de nós, será inevitável. Explico. Soubemos através do Olho de Massada que o Grão-Mestre se alimenta das consciências humanas no momento de sua morte; especialmente aquelas enlouquecidas pelo sofrimento. Nossos primeiros experimentos com doentes mentais geraram sucessos incríveis, e o Grão-Mestre nos presenteou com isso: um cilindro que contém a Luz de Thule, uma fonte de energia infinita que será o fator decisivo nesta guerra.
Muitos morrerão no conflito, então, tanto melhor que forneçamos essas mortes ao Grão-Mestre para conseguirmos novos recursos. A tecnologia deles é incomparável, e precisamos de novos presentes como esse.”

Vestido como um típico contador ordinário, Johann teve a palavra.

JOHANN: “Graças a Thule, nossos avanços tecnológicos tem ultrapassado até mesmo a Tecnocracia. A luta de ontem foi uma oportunidade de testarmos novos dispositivos. Nossa Brigada de Elite se saiu muito bem, e as novas armas e melhoramentos se mostraram eficazes. Estamos trabalhando em uma segunda brigada melhorada, que terá o único objetivo caçar os membros da Resistência; ela deve estar pronta para o combate em breve. O protótipo do tanque Caçador foi utilizado pela primeira vez em combate, embora estivesse incompleto. Melhorias no sistema de ventilação precisam ser feitas, pois ele aparentemente foi infiltrado por uma vampira.”

O oficial então foi apresentado como novo chefe da Brigada 6761.

TENENTE LARS: “Sou o Tenente Lars, novo chefe da Brigada 6761 após a morte desafortunada do Major Karl Haben. Haben era um oficial exemplar e um membro antigo da Sociedade, enquanto eu sou membro há menos tempo. No entanto trabalharei para caçar os malditos da Resistência sem perdão. Sabemos que são liderados por Stultz, o fanático da Ordem de Hermes. Há certamente um metamorfo e uma vampira, gostaria de enfatizar com o Príncipe a necessidade de investigá-la. Sabemos que há um mago com o grupo e já temos boas hipóteses de quem seja, estamos investigando-as com prioridade.
O homem de jaleco, Doutor Ernst Plosser, tem a palavra.”

DR. PLOSSER: “Sou o Doutor Plosser, diretor do SPD, a divisão de projetos especiais do Exército Alemão. Nossos resultados em melhoramento nos prisioneiros do Campo C tem se mostrado bastante eficazes, embora muitos tenham morrido durante a experiência. Fico feliz em anunciar que pela primeira vez temos um vampiro em bom estado para experimentação, e melhor ainda, uma garou. Estamos trabalhando nesses espécies, e novos melhoramentos devem ser anunciados em breve.”

O Príncipe ouviu com atenção e algum espanto às manifestações. Sua prioridade é Berlim, e ele sabe que terá que tomar uma posição no conflito que se anuncia; a Sociedade parece o mais poderoso dos grupos, e dane-se a Camarilla se isso significar quebra da Máscara. Suas condições: a captura do Justicar que está investigando-o na cidade e da Resistência que tem agido nas últimas semanas.

Os jogadores dão o sinal para o ataque. Um cheiro de madeira queimada é imediatamente sentido, e fumaça começa a subir pela tábua. Bártok sente uma tensa onda de paradoxo, quase desmaiando no processo: algo deu muito errado. Ao invés de cozinhar, a sala explode em chamas seguidamente como fogos de artifício. Reissmann imediatamente se telepora. O Príncipe se levanta e corre para fugir para a porta, mas suas pernas pegam fogo no caminho e ele se prostra incediado. Todos da sala, menos Reissmann, entram em combustão, suas bocas escancaradas gritando e cuspindo chamas pelas entranhas. O fogo, porém, está descontrolado, e uma cobra de fogo gigante explode por todo o andar do prédio, destruindo praticamente todas as salas da ala oeste do Reichstag; incluindo a sala onde estavam Stultz e a Brigada Búlgara.

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O que restou da Resistência foge pela janela, caindo no gramado dos fundos do Reichstag. Os soldados da patrulham abrem fogo: Béla os metralha de surpresa enquanto Liam se movimenta para emboscá-los e Nádia chama animais para atacá-los. Após lidar com os guardas, eles atravessam o gramado sob tiros e pulam o portão de ferro pra encontrar Friedlander, que os espera em um carro na rua. Uma perseguição se inicia, com jipes do Exército no encalço do velho calhambeque dirigido por Friedlander. Bártok usa efeitos de Entropia para atrapalhar os perseguidores, e a Resistência consegue chegar em Grünewald. No horizonte, o céu está alaranjado pela tocha gigantesca do Reichstag queimando. Friedlander se despede emocionado dos jogadores, pois planeja buscar por Tyrderon sozinho pela cidade.

O plano de Selim para a Resistência seria fornecer a eles a única via de saída possível da cidade amuralhada pelo Círculo de Ferro: uma Ponte para a Lua de Grünewald para seu próprio caern, o caern da Roda de Ptah em Casablanca, Marrocos. Fora de Berlim e da influência imediata do Olho de Massada, os jogadores poderiam agir para salvar a cidade da Sociedade de Thule sem serem caçados como animais pela população. A ponte de Grünewald geralmente levava para o caern da Floresta Negra, a base principal dos Crias de Fenris na Alemanha e eminentemente alinhada com os nazistas de Otto, mas Selim havia conseguido manipular para que a ponte abrisse por uns instantes para Casablanca. Os jogadores deveriam apenas se infiltrar em Grünewald durante o encontro entre Ana e Otto, disfarçar sua identidade para os guardiões do portal e levar um presente para o Mestre da Ponte. Uma vez em Casablanca, deveriam procurar por Rafiq no bazar central da cidade.
Os jogadores passam desapercebidos pela grande aglomeração de Fenris nazi e chegam ao Portal, um círculo de pedra no ponto mais alto de Grünewald. Se despedindo rapidamente da cidade que tanto os perseguiu, eles entram no que parece ser um corredor escuro de galhos de árvore e saem imediatamente no salão iluminado da Roda de Ptah, o local mais sagrado do mundo para os Peregrinos Silenciosos. O Mestre pede-lhes um tributo, e Liam oferece a klaive resgatada no ataque ao Golem: um presente grandioso que atrai a admiração dos presentes. No entanto, um dos guardiões nota algo estranho no portal. Enfurecido, ele assume a forma de Crinos e pergunta aos jogadores se foram seguidos.
Do portal aberto, uma rajada furiosa de balas de prata atravessa a sala, estraçalhando imediatamente o guardião mais próximo e ferindo o Mestre da Ponte. Em seguida, um Crinos gigantesco, de pêlos brancos e indumentária nazista, atravessa o Portal carregando uma metralhadora giratória prateada a cuspir um inferno de morte e destruição sobre os guardiões. Atrás dele uma coluna grande com dezenas de Crinos invade como formigas o salão do caern, rapidamente matando os guardiões do Portal. Os jogadores fogem da sala, escalam o muro da mesquita que guarda o caern e correm assustados pela noite de Casablanca, buscando o caminho mais óbvio para o mercado da cidade.

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