Noite das Facas Longas

Capítulo VIII: O General da Resistência

Berlim, 15/02/1933

“O arquimago Bellisarius, da Capela Central de Doissetep, ordenou que eu organizasse a resistência à Sociedade de Thule em Berlim. Contra as inúmeras forças que se levantam contra nós, nosso regimento será militar. Todos os membros da Resistência devem obedecer o líder.”

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Fritz Stultz volta para organizar a Resistência

Com estas palavras iniciou-se a primeira reunião da Resistência em Berlim tendo Fritz Stultz, mago hermético da Casa de Tytalus, como seu general indicado. Os outros membros são a chamada Brigada Búlgara, uma cabala de magos igualmente herméticos recém-chegada da luta contra os nazistas no Leste Europeu. Eles são: Nicolai Dimitrov, líder do bando, Ulya, Mika, Sasha e Bogdar. Também compõe o grupo a garou Sofia, atualmente se recuperando no caern de Grünewald. Enquanto a Brigada é apresentada Stultz realiza um ritual hermético que cria o famoso Espelho de Belisarius, capaz de guardar tudo que é dito e buscar a verdade em seguida.

Uma das pautas da reunião é o que fazer com Sir Thomas Friedlander e Tyrderon, resgatados na noite anterior em Muggelheim. O arquimago ordenou a prisão e isolamento de Tyrderon para observação e que um julgamento fosse organizado para Friedlander, o Tecnocrata. Como não é possível o envio de magos para presidir o julgamento, Stultz terá a palavra final sobre o que deve acontecer com Friedlander.

Outro assunto discutido na reunião é o que fazer nos próximos passos da Resistência. Stultz é pragmático: o objetivo da resistência é primeiro destruir a Sociedade de Thule, o braço místico do nazismo que parece ter uma agenda própria em relação ao regime. Em seguida Hitler poderá ser assassinado; este é o objetivo principal da Brigada Búlgara. Este objetivo está distante, pois pouco se sabe sobre a liderança da Sociedade além de alguns operativos como Karl Haben. Sabe-se porém, que a Sociedade promoverá um encontro entre a Camarilla de Berlim (os vampiros organizados sob o Príncipe Gustav Breidenstein) e os líderes secretos de Thule em 10 dias, em lugar ainda desconhecido. A prioridade para Stultz é rastrear este encontro e realizar um ataque decisivo usando toda a ajuda possível, incluindo a Brigada Búlgara, os jogadores, e quaisquer garou ou vampiros que queiram ajudar. Para isso é preciso abandonar imediatamente esta caçada “insana” atrás do Golem; Stultz acredita que o Olho de Massada é apenas um boato e duvida que o Golem esteja terminado com Simeon, o único que conhecia sua fórmula, morto.

Béla Bártok se irrita com o novo líder da Resistência. Indignado com a decisão de Stultz de controlar o destino de seus protegidos (Friedlander e Tyrderon), o maestro ameaça deixar a Resistência e o Consulado. Liam ressalta que é preciso reunir mais informações antes de qualquer ação, e apresenta informações que parecem subscrever a idéia de que o Olho de Massada é real. Stultz, querendo ganhar a confiança dos rebeldes, revela então os supostos ingredientes para o Olho de Massada:

- Anel de Cádiz
Artefato sefardi roubado pelos Ravnos durante a Inquisição. Este anel já se encontrava nas mãos da Sociedade de Thule antes, obtido possivelmente após o aprisionamento em massa dos ciganos na Alemanha. Apenas os vampiros Ravnos conhecem o poder do anel.
- Pergaminho de al-Amin
Escrito na antiga língua enochiana, deve ser lido em voz alta para que o Golem seja acordado. É comum que mestres herméticos o conheçam de cor. Obtido por Hans Schmidt na Turquia e oferecido à Sociedade de Thule em troca de sua entrada.
- O Golem
Figura legendária do judaísmo, trata-se de um gigante de pedra construído para servir a um rabino. Simeon era o único rabino que se sabe a conhecer sua fórmula, e iniciou sua construção secretamente quando a violência anti-semita em Berlim aumentou. O Golem é sempre guardado por um Selo Salomônico que precisa ser destruído antes de ativá-lo.
- “Furor”
A lenda de Massada diz que devem ser oferecidos em sacrifício “os 16 membros da comunidade intocados pelo livre arbítrio”. Historicamente foram usados doentes mentais para o sacrifício, e há relatos que o número cabalístico em questão (dezesseis) refere-se à potência do feitiço, podendo ser aumentado ou diminuído, sempre à razão de 16.

Stultz também aceita que os jogadores visitem Tyrderon no porão do Consulado. Mas a criatura se encontra em estado deplorável, mortificado em sua forma felina, seus pêlos mais antigos do que a Humanidade caindo pelo chão. Friedlander se expressa pela primeira vez aos berros, dizendo que seu filho morrerá se mantido naquele porão frio. A Tecnocracia o envenenou para capturá-lo em Muggelheim, e somente um local ensolarado e com água corrente pode salvá-lo. Como seu mandato inclui a proteção de Tyrderon para posterior investigação, Stultz concorda em deixar que os jogadores levem o felino até o parque de Grünewald, onde também devem buscar Sofia.

Liam e Béla saem com Tyrderon escoltados por Nicolai. O mago, que parece admirar os feitos dos jogadores em Berlim (como o ataque contra o reverendo Von Kross e à mansão de Karl Haben) confessa que tampouco confia em Friedlander. Seu supervisor na Tecnocracia, um homem chamado Donald Richardson, é mundialmente conhecido entre os magos por ser implacável, ferozmente leal à União, e muito perigoso. Se Friedlander abandonou a União há uma semana (como afirma ter feito), então seus relatórios diários enviados para Richardson fatalmente incluiram informação vital sobre os jogadores e a situação em Berlim.

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O centro do caern de Grünewald

Em Grünewald, os jogadores fazem incursões diferentes. Liam é o primeiro a entrar, é vigiado de longe pelo Caça-Ratos como de costume, e logo encontra Selim Olhos-Velhos. O venerável peregrino silencioso o mira com consternação, pois Liam foi marcado em sua alma com um dom mortal dos Crias de Fenris alemães que o denuncia como inimigo de todo o grupo. Apenas quem pode retirar o dom são os próprios Crias da Floresta Negra; virtualmente todos dentro do terrível grupo Bruttenmacht. Liam leva Tyrderon até um regato de água, onde o ente feérico recupera aos poucos suas energias. Béla propõe um plano para libertar o prisioneiro: será atacado por Liam para simular uma briga, enquanto este fugirá com Tyrderon. Ambos partem para Muggelheim, onde Tyrderon permanece se recuperando. O felino informa que viu o corpo de Simeon no subsolo da casa de um vampiro antigo chamado Julius Évola. O vampiro esteve dormindo durante centenas de anos e voltou a acordar há poucos anos; apesar de poderosissimo, é ingênuo e curioso sobre todas as outras formas sobrenaturais. Também é um grande amante de música, especialmente da “novidade” da música clássica. Tyrderon visitou algumas vezes sua grande mansão, atraído pela energia de Simeon; o vampiro, cada vez mais interessado nele, chegou a pedir um pouco de seu sangue.

Béla segue para encontrar Sofia, que está no centro do caern. O Caça-Ratos diz que ele é esperado e o escolta por uma trilha sinuosa até um conjunto de pedras grandes que sombreia um pequeno olho d’água cristalina. Frau Ana, a líder de Grünewald, recebe o maestro. Sofia dorme tranqüilamente sob as pedras. A garou-mestra foi informada da maldição que recaiu sobre Liam, e não aprecia a onda de violência que vem varrendo Berlim. Sua missão em Grünewald é pacificar os garous e manter o parque como um território neutro, com os Crias mantendo o enorme e poderoso caern da Floresta Negra. Até agora a Resistência tem sido extremamente violenta e chamado a atenção dos nazistas, o que pode colocar o caern em perigo. Ana é simpática aos jogadores, porém, e concorda em deixar a grande guerreira Sofia sair com Béla.

Na volta ao Consulado, Stultz está enfurnado em seu quarto meditando e ocupado com operações militares. A Brigada está reunida, e os soldados estão radiantes com a grande “Açougueira da Criméia” de volta.

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